"A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê."
Hb11,1.

 

 

 

 


Pe.Inácio
Paróquia São Paulo Apósolo
Volta Redonda
pe.inacio.jose@pelafe.net

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A Minha Santa Igreja
"Respondeu-lhe Jesus. 'Em verdade vos digo: ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho, que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, com perseguições e no século vindouro a vida eterna'. "
São Marcos 10,29

"Também eu te digo que tu és Pedro e sobra esta pedra edificarei A MINHA IGREJA, e as porás do inferno nunca prevalecerão contra ela". (Mt 16, 18).
"Escrevo-te estas coisas esperando encontrar-te dentro em breve. Todavia, se eu tardar, saberás como proceder na casa de Deus, que é a Igreja do Deus vivo: coluna e sustentáculo da verdade" (1 Tm 3, 14.15).
Afirma Santo Inácio ( 107), bispo de Antioquia e mártir no Coliseu Romano: "Onde está o Cristo Jesus, está a Igreja Católica".
A verdadeira Igreja do Deus vivo é: "Una, Santa, Católica e Apostólica".
É una porque segue a unidade e comunhão trinitária (Jo 14.26: 17,21; I Jo 5, 7.8). É indivisível em seu Corpo (Ef 4, 3-6). Fiel ao modelo da túnica de Cristo (Jo 19, 23): "Um só Esposo para uma só Esposa", daí a plenitude da unidade (Ap 19, 7; 21,9).
É una porque possui a sucessão apostólica através do Sacramento da Ordem, custodia a concórdia fraterna da família de Deus (CIC N. 815).
É santa aos olhos da fé, indefectivelmente santa. Pois Cristo, Filho de Deus, que com Pai e o Espírito Santo é proclamado o 'único santo', amou a Igreja como sua esposa. Por ela se entregou com o fim de santificá-la. Uniu-a a si como seu corpo e cumulou-a com o dom do Espírito Santo, para a glória de Deus. A Igreja é, portanto, "o Povo santo de Deus" é seus membros são chamados "santos" (CIC N.823).
A Igreja é santa porque o seu Senhor e Cabeça é santo (Cl 1, 18).
É católica porque é enviada para pregar o Santo Evangelho de Cristo pelo mundo inteiro (Mt 28, 19; Mc 16, 15-20).
A palavra "católica" vem do grego Kath' Holon, que significa "por toda parte", ou seja, universal (Rm 1, 8; At 1, 8; Hb 12, 23).
É apostólica porque ela foi e continua sendo construída sobre "o fundamento dos apostólicos" (Ef 20, 20; At 2, 42; 6, 1-6; 1 Cor 12, 28).
É apostólica porque ela conserva e transmite com a diligência do Espírito Santo que nela habita, o santo ensinamento, o depósito da fé (1 Tm 6, 19.20; 2 Tm 1, 11-14).
A doutrina apostólica permanece na Igreja Católica até a volta de Cristo.

A SOBRENATURALIDADE DA IGREJA

A verdadeira Igreja de Cristo é aquela que dar a conhecer aos Principados e às Autoridades nas regiões celestes, por sua multiforme sabedoria de Deus (Ef 3, 10).
Escreve São Paulo Apóstolo: "É grande este mistério: refiro-me à relação entre Cristo e a sua Igreja (Ef 5, 32)".

Realmente, grande é esse mistério comprovado na História da Igreja. Não temos palavras para descrever a sobrenaturalidade da Santa Madre Igreja.
A multiforme sabedoria de Deus na Igreja Católica é indescritível, indiscutível e indubitável. Tudo na Igreja prova de maneira incontestável a transcedência operacional da Santíssima Trindade.
A verdadeira Igreja do Deus vivo é aquele que tem a Sagrada Escritura como revelação de Deus, tem Jesus Cristo como seu fundador e cabeça, o Espírito Santo como consolador, guia e suscitador de novos movimentos estupendos, a Virgem Maria como bem-aventurada em todas as gerações, O Papa como sucessor de Pedro e os bispos como sucessores dos apóstolos, os mártires e confessores, os Padres do Deserto, polemistas e apologistas, religiosos e religiosas, monges, frades e místicos, cônegos e eremitas, evangelistas e missionários nos quatro canto do mundo, filósofos, teólogos, doutores, beatos e santos incontáveis, relíquias e estigmas, corpos de santos intactos - incorruptíveis, milagres eucarísticos e a pedagogia das aparições de Nossa Senhoras, romarias e procissões gigantescas, sinais, prodígios e maravilhas nos templos e santuários, devoções e espiritualidades populares de fé ímpar, colossais basílicas Marianas e dos Apóstolos, monumentais mosteiros e conventos, riquezas sem igual como o canto gregoriano e da arte sacra, Mestra e fundadora das universidades, guardiã de obras imortais, detentora das mais linda e crítica da História Eclesiástica, com 2000 anos de história venceu toda crueldade da ideologia humana, têm 21 concílios ecumêmicos, 7 sacramentos, é a maior instituição em realizações de obras de caridade, faz a maior campanha do mundo em defesa da vida, é a Igreja de pedras vivas, raça eleita, sacerdócio real, luz maravilhosa, a Igreja do Povo de Deus (1 Pd 2, 4-10 ).
Dizia São Pio de Pietrelcina (1887-1968): "Mantenha-se sempre muito unido à Santa Igreja Católica, pois somente ela pode lhe dar a verdadeira paz, porque somente ela possui Jesus sacramentado, que é o verdadeiro Príncipe da Paz".

O AMOR, FUNDAMENTO DA IGREJA

A essência do cristianismo, à qual todos os membros da Igreja são chamados, pode resumir-se na caridade que é unidade. Reafirmou o Papa Paulo VI no seu conhecido discurso em Sidney, em dezembro de 1970: "A Igreja é caridade. A Igreja é unidade".
O Papa Paulo VI tinha um amor colossal à Santa Madre Igreja. Vejamos o seu pensamento monumental sobre ela: "A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude, primordial, nosso pensamento fixo! Não se ama Cristo se não se ama a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: "Amou a Igreja e por ela se entregou" (Ef. 5, 25).
O amor é o fundamento da Igreja. Sem a prática da caridade não existe relacionamento entre o homem e Deus, nem com o seu semelhante e nenhum tipo de comunidade eclesial.
A verdadeira Igreja é constituída na virtude do amor e da verdade.
É a caridade que nos remete na vida trinitária pericorética. Afirmava o grande apologista da fé cristã Tertuliano de Cartago (C. 160- c. 230): "Onde se encontraram os Três, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, ali está a Igreja...".
Comunhão, amor e verdade são as três principais características dos seguidores de Jesus de Nazaré (Jo 8, 32; 14,6; 15, 12; 17, 21).
Poderemos afirmar que a Igreja, nascida do amor de Deus, é por excelência caridade: "Todo o bem que o Povo de Deus, no tempo de sua peregrinação terrestre, pode prestar à família dos homens, derivado o fato de ser a Igreja 'o sacramento universal da salvação', manifestado e ao mesmo tempo operando o mistério de amor de Deus para com o homem" (GS n.45).
"A Igreja como "comunidade de amor" é chamada a refletir a glória do amor de Deus, que é a comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. A Igreja cresce, não por proselitismo, mas por atração: como Cristo 'atrai tudo para' com a força do amor" (DA n.159).
Diz mais o Documento de Aparecida de forma abissal: "A Igreja é comunhão no amor. Esta é sua essência e o sinal através do qual é chamada a ser reconhecida como seguidora de Cristo e servidora da humanidade" (DA n. 161).

CRITICADA E MAL COMPREENDIDA

Devido à falta de conhecimento teológico e a má fé, a Igreja Católica recebe críticas injustas e comentários maldosos.
A Igreja nunca errou e jamais errará. Ela é imaculada. Foi constituída por Deus para ficar livre do pecado em toda sua peregrinação terrena.
A origem e fonte da sua criação e direção imaculada é o Divino Espírito Santo(At 13,1-4;15,28;20,28;1Cor12,3;Ap2,29).
A Igreja é o Corpo Imaculado, cujo cabeça é o Cristo, Cordeiro imaculado, como pode pecar ou ser pecadora?
Quem erra e peca são os seus filhos, que são pecadores. Todavia, são regenerados pelo batismo (Rm 6, 4; 1 Pd 3, 21). Purificados pela Palavra de Deus (Jo 15, 3-8). Justificados pela fé em Cristo e pelo seu sangue (Rm 5, 1.9).
Tanto o batismo como a Palavra e o Corpo de Cristo nos santifica (Jo 17, 17; 1 Cor 12, 13; Hb 10, 10.14).
A Igreja é radicalmente santa, não é só em relação aos batizados e aos escolhidos, mas também na sua dimensão altamente transcendental, no contexto de comunhão dos santos, dos anjos e da plenitude Trinitária. (Mt 22, 14; 28, 19; Lc 16, 1-31; 23, 42.43: At 5, 19; 10, 1-3; 2 Cor 12, 1-4; 1 Jo 5, 7.8).
Para o homem que busca a verdade eclesiástica e tem boa vontade, não se deixará enganar pela patranha dos inimigos da Igreja de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Disse o renomado psicanalista francês Jacques Lacan (1901-1981): "A verdadeira religião cristã é a romana".
O grande intelectual inglês Gilbert K. Chesterton (1874-1936) afirmou: "A Igreja Católica é a única coisa que salva o homem da degradante escravidão de ser um filho de sua época".
Chesterton dizia explicando os caminhos da conversão.

CONCLUSÃO

Diante de um mundo deteriorado, inseguro e cheio de ideologias perniciosas, temos a Santa Madre Igreja como porto seguro, verdade absoluta e fortaleza da esperança eterna.
O centro de nossa santíssima fé é a Santíssima Trindade.
O nosso Caminho e Jesus Cristo.
O nosso Consolador é o Espírito Santo.
O nosso alimento é a Santíssima Eucaristia.
A nossa Mãe é a Virgem Maria.
A nossa Igreja é Católica Romana.
O nosso exemplo são os santos.
A nossa missão é evangelizar.
A nossa prática é o amor.
A nossa casa é o céu.


Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
Email: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com


BIBLIOGRAFIA


Cechinato, Luiz. Os vinte séculos de caminhada da Igreja, Petrópolis, RJ: Vozes, 1996.

Bettencourt, Estêvão. Igreja Católica, denominações cristãs e correntes religiosas, Aparecida, SP: Editora Santuário, 1999.

Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de. A minha Igreja, Lorena, SP: Cléofas, 1997.

Pupo, Rosangela Paciello. ... e Padre Pio disse: Uma frase de Padre por dia, volume 1, São Paulo: Loyola, 2006.

A Igreja no seu mistério / I. Curso de Teologia, volume 3. Vários autores, São Paulo: Cidade Nova, 1984.

Valor, quinta, sexta-feira e fim de semana, 20, 21, 22 e 23 de abril de 2006, p.10.