
O nosso mundo pós-moderno está esquematizado pelo materialismo,
capitalismo, hedonismo, relativismo, humanismo secular e eles não são
sensíveis a salutar Boa Nova de Cristo.
A nossa era está fascinada, seduzida por novos ídolos, deuses
e magias. A neo-engenharia religiosa é canalizada pela satisfação
holística da matéria. Segue uma fina liturgia do corpo com os
dogmas da luxúria, da ciência e da tecnologia.
Os pós-modernos procuram ficar de bem de corpo e alma com seus livros
sagrados da ecologia, do hedonismo, da ciência e da Nova Era. O seu
mundo está conectado com a cabeça cheia abelhas, o coração
lotado de cobras, o estômago tomado de gatos e macacos e a alma de elefantes.
Vivemos a degradação do ecossistema como também a degradação
moral do corpo. Muitos rejeitam a purificação pelo sangue do
Cordeiro Imaculado. A dignidade humana é pisoteada pelo individualismo
exacerbado.
Os pós-modernos que vivem dentro desse contexto estão por demais
poluídos de egoísmo e ganância. A sua teologia chama-se:
prosperidade. A adoração ao seu deus é realizada com
a ostentação de imóveis, dinheiro, poder e luxúria.
O louvor ao corifeu, ao templo, ao sistema neo-religoso, aos adoradores teatrais
é o gospel romântico e sensual. Para o louvor barulhento, segue
os novos tambores de baal, das bandas, da música eletrônica e
das cópias piratas das músicas mundanas.
Hoje como nunca, vivemos o tempo da grande manipulação, alienação
e dominação dos novos cultos na pós-modernidade.
Os clones são aberrações do original deformado. Mutantes
sem destino, sem futuro e sem biocelestial. O prazer e a destruição
estão sempre na ideologia do presente. Quando passa disso o lucro já
é demais.
Por que os que seguem os conceitos do mundo pós-moderno são
infelizes na vida sentimental, conjugal, familiar, profissional, neo-religiosa
e emocional? Porque conceberam os fundamentos do transgênicos.
É com a mesma velocidade do trem bala, do ônibus espacial e da
internet que se acaba o relacionamento pessoal e institucional.Com o progresso
da ciência e o avanço da tecnologia se cava mais rápido
e mais linda sepultura em ricos cemitérios.
HUMANISMO SECULAR
Na História das Religiões tomamos conhecimento de falsos deuses
e um monte de ídolos. Imaginamos estátuas estranhas em um templo
repleto de pessoas ainda mais esquisitas, fanáticas e dominadas por
demônios. Todavia, falsos deuses obrigatoriamente não estão
relacionados às estátuas, templos, revelações
ou culturas longínquas. Por exemplo, o humanismo secular é uma
religião que se inclina ao culto do "ego" de cada um sem
estátuas, sem livro divino e nem templos. As pessoas praticantes desse
culto não se mostram primitivas, ao contrário, possuem geralmente
hábitos requintados.
O humanista é aquele que se orienta expressamente por uma perspectiva
antropocêntrica. O humanismo secular é aquele que possui um conjunto
de crenças e valores inteiramente não-religiosos, assumindo
uma postura anti-teísta e anti-sobrenaturalista, ou seja, transcendental.
O humanismo secular adora uma extensa variedade de ídolos, como os
que idolatram o sexo, o dinheiro, o prazer, a ostentação da
força, o poder militar, a ciência e a tecnologia, o capitalismo,
o comunismo, o relativismo, etc...
É muito fácil nos envolvermos neste culto tão atual e
poderosamente sedutor. Se cairmos nessa armadilha, seguiremos o caminho de
todos os adoradores de deuses falsos: seremos escravizados pelo diabo e seus
anjos e então nos tornaremos vazios e condenados tal como são
todas as formas de ídolos e deuses seculares e religiosos.
CONCLUSÃO
O ser humano tem uma capacidade tremenda tanto para o bem quanto para o
mal.
È capaz de construir as sete maravilhas do mundo antigo e moderno,
compor músicas inesquecíveis, obras de artes imortais, livros
magistrais, caminhar na lua, transportar coração de um corpo
para o outro, criar novos programas para o computador, TV digital e fabricar
Airbus modelo 380, maior avião comercial de passageiros de todos os
tempos, com capacidade para 845 pessoas. No entanto, a mesma capacidade tem
para adorar: ratos, cobras, vacas, elefantes, estátuas, gurus, profetas,
demônios, etc...
"Até o pardal encontrou casa, e a andorinha um ninho para si,
onde põe seus filhotes: junto dos teus altares, Senhor dos Exércitos,
Rei meu e Deus meu!" (Sl 84,4).
Em que altar você vai encontrar para adorar com amor eterno o único
Deus verdadeiro?
Pe. Inácio José do Vale
Pároco da Paróquia São Paulo Apóstolo
Professor de História da Igreja
Faculdade de Teologia de Volta Redonda
e-mail: pe.inaciojose.osbm@hotmail.com