Ao
se aproximar as festividades de Corpus Christi, devemos lançar uma
pergunta aos fiéis Católicos de todas as partes: Por que existe
esta comemoração? A resposta é bem simples, mas pouco
conhecida, a festa comemora A Presença Real de Cristo na Eucaristia,
confirmada através das visões da freira Juliana de Mont Cornillon,
introduzida na Igreja pelo Papa Urbano IV. Um dos milagres mais belos que
confirmam esta presença real é o aconteceu em Lanciano.
Ocorreu que em Lanciano, na Igreja de São Legoziano, anexa ao Mosteiro
onde viviam monges da Ordem de São Basílio, durante a Celebração
da Santa Missa, após a pronuncia das palavras da Consagração,
as oferendas de pão e vinho, se tornaram verdadeiramente, Corpo e Sangue
de Cristo.
Devemos entender bem, que em nossas missas atuais, quando Comungamos Corpo
e Sangue, devemos ter um coração aberto e ignorar os sentidos
da visão e do paladar pois continuamos a ver apenas pão e vinho.
É exatamente por isto que nossos irmãos protestantes não
tratam da consagração da mesma forma que nós, eles não
conseguem enxergar Cristo, deixam-se enganar pelos próprios sentidos
ao invés de se ater aos olhos da fé. Lembrem-se, eles não
tem a autoridade para a verdadeira consagração, esta é
dada somente os padres, bispos, cardeais, ao papa em fim ao Clero católico.
Deus Pai quis, com este milagre, atestar que Cristo se faz presente na Consagração,
para que não restassem dúvidas. Quis também demonstrar
a importância dos Sacerdotes e do grande Ministério que exercem,
quis demonstrar a todos os sacerdotes, através daquele monge, que Ele
estaria e estará sempre consagrando através de suas mãos,
mesmo que eles próprios duvidem.
Para aqueles que ainda não conhecem o milagre ocorreu no seguinte contexto:
No monastério, dentre todos os monges estava um que notadamente era
conhecedor do mundo. Verificava-se que ele conhecia mais a cultura secular
que as coisas de Deus.
Pois bem, foi então que, em certa manhã, celebrando a Santa
Missa e sentindo-se profundamente confuso com a dúvida a respeito da
veracidade do ato da Consagração, ao proferir as palavras viu
as espécies se converterem em real Carne e real Sangue, vivos!
Confuso
pelo Milagre e dominado pelo êxtase olhou para os presentes e disse:
"Ó bem-aventuradas testemunhas diante de quem, para confundir
a minha incredulidade, o Santo Deus quis desvendar-se neste Santíssimo
Sacramento e tornar-se visível aos vossos olhos. Vinde, irmãos,
e admirai o nosso Deus que se aproximou de nós. Eis aqui a Carne e
o Sangue do nosso Cristo muito amado!"
Cabe lembrar que o monge, mesmo parcialmente dominado pelas coisas mundanas
nunca se afastou de Deus ou da vontade de procurar Deus, pedia sempre que
fosse arrancada a dúvida de seu coração.
Foi neste clima que se proclamou verdadeira a Festa de Corpus Christi, Festa
do Corpo e Sangue de Cristo que quis se aproximar ainda mais de nós.
Claro que os céticos dirão que muitas dúvidas pairam,
a uma conceituada sociedade de céticos tem em seu site algumas alegações
como por exemplo, não retornaram a examinar, não se pode comprovar
que ninguém adulterou o material ou que ele seja o mesmo por todos
estes anos.
Para estes homens sem fé, devemos dizer que: não nos importa.
Mesmo que este Milagre não tivesse ocorrido, nós já teríamos
a certeza de que se trata de Cristo Vivo na Eucaristia. O Milagre só
veio para retirar de nós o véu corpóreo que nos impedia
de enxergar a realidade do Mistério, veio para que fosse possível
fazer com que todos tivessem a certeza de que durante a Missa se faz presente
e todos nós comungamos, consumimos Cristo Eucarístico.
É exatamente por isto que devemos manter nossos corações
fiéis ao respeito à Eucaristia, ao Altar onde é celebrada,
e as tradições. Durante a consagração Cristo se
aproxima e assume, e repete as mesmas palavras que pronunciou durante a Santa
Ceia, tornando pão e vinho em Seu Corpo e Seu Sangue.
Neste magnífico momento o que você faz? Você o trata com
o devido respeito ou está conversando? Ajoelha-se ou recusa prostrar-se
diante daquele que,de joelhos, suou sangue por você?!
Mais do que ruas enfeitadas para a passagem de Cristo, vamos fazer desta festa,
não dá próxima, mas desta festa, o momento de nossa entrega.
Sem vergonhas, sem impedimentos, sem barreiras, sem comodismos. Vamos nos
entregar a Adoração à presença real de Cristo,
já demonstrada em Lanciano, aos mistérios que Deus nos permitiu
participar. Não sejamos enganados pelos nossos sentidos, vamos adorar
ao Senhor com todas as nossas forças e com todo o nosso entendimento!
A Paz de Jesus e o Amor de Maria a todos.
Prof. Rubens Monteiro
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