Juan Diego
Histórico
Nome
O Manto
A Imagem
A Basílica
Oração
Devoção
Primeira

Em Abril de 1990 Juan Diego foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no Vaticano. No mês seguinte, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México, durante sua segunda visita ao santuário, João Paulo II realizou a cerimônia de beatificação.
Quem foi esse Juan Diego? Juan Diego nasceu em 1474 na calpulli ou bairro de Tlayacac em Cuauhtitlan; que fica a 20 quilômetros ao norte de Tenochtitlan (Cidade do México). Seu nome nativo era Cuauhtlatoatzin, que pode ser traduzido como "Aquele que fala como águia" ou "águia que fala". O Nican Mopohua o descreve como um "macehualli" ou "pobre Índio", que não pertencia a qualquer classe social do Império.
Quando falava a Nossa Senhora, ele chamava a si mesmo como "um ninguém", e submetia-se como a fonte da falta de credibilidade diante do Bispo.Dedicava-se ao trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Possuía um pedaço de terra, onde ficava também sua pequena casa. Era feliz no casamento, mas não tinha filhos. Entre 1524 e 1525 ele foi convertido e batizado, bem como sua esposa. Recebeu o nome Cristão de Juan Diego e sua esposa o nome de Maria Lúcia.
Sua esposa Maria Lúcia faleceu em 1529. Juan Diego então, foi morar com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, que ficou mais próximo (14km) da igreja em Tlatelolco -Tenochtitlan. Caminhava todo sábado e domingo ate a igreja, saindo bem cedo, antes do amanhecer, para chegar na hora da missa e para a aula de religião. Caminhava descalço, como todas as pessoas de sua classe, os macehualli. Vestia naquelas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de cactus, como um manto, um tilma ou ayate feito de fibras do cactus. Algodão somente era usado pela classe alta dos Aztecas.
Durante uma de suas caminhadas ao Tenochtitlan, que levava por volta de três horas e meia entre a vila e a montanha, a primeira aparição ocorreu, num lugar que agora conhecemos como a "Capilla del Cerrito", onde a Santíssima Virgem Maria o chamou em sua língua nativa, Nahuatl. Ela o chamou de "Juanito, Juan Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho". Estava com 57 anos, certamente uma idade avançada naquela época e lugar, onde a expectativa de vida para um homem era somente 40 anos.
Após o milagre de Guadalupe, Juan Diego mudou-se para uma sala ligada a capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter deixado seus negócios e propriedades ao seu tio; e dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos. Ele morreu em 30 de maio de 1548, aos 74 anos.
Juan Diego amou profundamente a Santa Eucaristia, e obteve uma especial permissão do Bispo para receber a Santa Comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias. O Papa João Paulo II louvou Juan Diego pela sua simples fé nutrida pelo catecismo e visão (o qual disse à Santíssima Virgem Maria: "Eu não sou ninguém, Eu sou um barbantinho, uma pequenina escada de mão, o fim da calda, uma folha") como um modelo de humildade para todos nós.

Nossa Senhora de Guadalupe