“Fidelidade de Cristo...”
Chegamos ao final do “Ano Sacerdotal”, onde o Santo Padre, Bento
XVI, procurou proporcionar a maior valorização de nossos Sacerdotes
em todas as esferas de nossa sociedade Cristã.
Infelizmente a Igreja acompanha com tristeza os casos de “infidelidade
de alguns dos seus ministros” que acabam sendo “para o mundo motivo
de escândalo e de repulsa.” Nestes termos iniciava a Carta do
Papa para a abertura do ano Sacerdotal. Parece que já prevendo o maciço
ataque que a Igreja Católica sofreria durante este período onde
fomos chamados a valorizar a presença em nossas comunidades dos Sacerdotes,
aquelas pessoas a quem Deus obedece já que “ele pronuncia duas
palavras e, à sua voz, Nosso Senhor desce do céu e encerra-se
numa pequena hóstia”, conforme dizia Cura d’Ars, padroeiro
dos Sacerdotes.
Infelizmente os pecados acontecem, mas acontecem porque “o padre normalmente
é uma pessoa fraca. Jesus não chama os fortes para o sacerdócio.
Ele sempre escolhe pessoas fracas, para realizarem coisas grandes. Se você
olhar para Moisés, aquele escolhido para libertar o povo de Deus do
Egito, um povo de aproximadamente 400 mil pessoas [...] era um homem que tinha
dificuldade de falar. Provavelmente gagueira. [...] Quando o Senhor realiza
milagres, maravilhas e grandes conversões ele quer ter certeza de que
nenhum padre diria: ‘é porque sou forte.’”. (Frei
Elias Vella – O Leão que Ruge ao Longo do caminho).
O que compete então a todos nós leigos de cada comunidade? Devemos
pedir, rezar e interceder pelos nossos Ministros Consagrados, por todos os
Sacerdotes. Devemos ter atenção com cada um deles pois são
chamados a grandes coisas e continuam sendo humanos e alvo fácil para
as ciladas do Diabo que procura desmoralizar a Santa Igreja. Vamos assumir
nossa missão na comunidade, mesmo que não estejamos servindo
em alguma pastoral, oremos constantemente pelos sacerdotes para que sejam
fortes nas provações provocadas pelo diabo em função
de seu Ministério.
Não vamos aqui ser hipócritas, claro que até mesmo o
Bispo de Roma já reconheceu os pecados da Igreja mas, até onde
eles são tão grandiosos ao ponto de serem foco de destruição
da imagem da Igreja, tão claro e forçado pela Mídia?
Temos muitos sacerdotes no Brasil. Até o dia 1º de maio, a Igreja
contava com 18 mil sacerdotes. Deste montante apenas dois ou três acabam
sendo envolvidos por escândalos, o que corresponde a 0,02% do total.
O que acontece então com os outros 99,98%? Devemos condenar todos,
pelos pecados dos outros que não conseguiram resistir às tentações?
Quantos homens e mulheres casados, já sucumbiram a tentação
do adultério? Quantos jovens solteiros praticam sexo livre, como se
fosse normal manter relações com todos os namorados que conhecem?
Quantos adultos, pais ou padrastos acabam molestando sexualmente seus protegidos?
Claro que não é uma questão de pecado contra pecado,
o pecado deles não justifica em nada os nossos, mas demonstra que a
mídia faz questão de divulgar mais e com maior atenção
a falha deles. Isto porque conforme já dissemos no artigo Aproveitar
a Vida o mal utiliza os meios de comunicação para propagar sua
vitória em detrimento da Igreja. Na Alemanha dede 1995, haviam 210
mil denuncias de abusos sexuais, dos quais 94 estavam vinculadas aos padres.
Isto corresponde a 0,044% do total. Ou seja menos de 1%, e mesmo assim a mídia
divulga com alegria o sofrimento e vergonha dos Sacerdotes. Vitoriosa, a serva
do diabo, faz questão de manter sempre o foco no erro dos poucos e
não valoriza o bom serviço e exemplo de muitos outros.
Como esquecer as “as inumeráveis situações de sofrimento
em que se encontram imersos muitos sacerdotes, ou porque participantes da
experiência humana da dor na multiplicidade das suas manifestações,
ou porque incompreendidos pelos próprios destinatários do seu
ministério: como não recordar tantos sacerdotes ofendidos na
sua dignidade, impedidos na sua missão e, às vezes, mesmo perseguidos
até ao supremo testemunho do sangue?”.
Este ser maléfico age destas maneiras para afastar você da Santa
Comunhão, para afastar você da Igreja de Cristo. Ele faz isto
porque quer alimentar a boca de nossos irmãos protestantes que fazem
questão de continuar aumentando e propagando frente aos fiéis,
afim de receberem aqueles que fracamente abandonarem a reta fé na Igreja,
Esposa de Cristo. Isto deve nos entristecer, porque enquanto procuramos o
ecumenismo somos atacados de diversas maneiras pelos nossos irmãos
protestantes, e o diabo aproveita para arrebatar todos os que vagueiam perdidos
entre as forçar cristãs. A astúcia do mal é tamanha
que ele aproveita para levar todos para as religiões não cristãs.
Enquanto trocamos acusações e defesas, as ovelhas do Senhor
são espalhadas pelas religiões orientais e pelas diferentes
crenças de necromancia.
Lembrem sempre que nossa fé é certa e a Igreja é Santa.
Somos sempre alvo dos ataques e por isto devemos estar preparados, querendo
ou não, aceitando ou não estamos em um campo de batalha onde
nosso inimigo já foi derrotado por Cristo na Cruz, mas sempre procura
ferir muitos para retirá-los do Caminho, Verdade e Vida.
Vamos manter constantes orações por todos os sacerdotes. Vamos
atender ao chamado do Sucessor de Pedro e nos penitenciar pelos pecados da
Igreja, e orar para que não se repitam e que todos os servos do Senhor
possam reconhecer a maldade presente neste ataque contra a Igreja.
Acima de tudo, vamos valorizar a presença de Cristo na Igreja através
da pessoa do Sacerdote para que sejam fiéis conforme o tema deste ano
que deve permanecer marcado a fogo, fogo do Espírito Santo: “Fidelidade
de Cristo, Fidelidade do Sacerdote”.
A Paz de Jesus e o amor de Maria para todos,
Professor Rubens Vicente Monteiro
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