A Imagem de Jesus Misericordioso

Santa Faustina era constantemente agraciada por Jesus com visões e revelações. Numa dessas visões o próprio Senhor apareceu pedindo a ela que mandasse pintar uma imagem conforme o modelo que ela estava vendo. Essa imagem seria um vaso, uma fonte, onde todos poderiam se achegar e buscar a infinita misericórdia de Deus.

Assim pediu Jesus à Irmã Faustina:

“Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada primeiramente na vossa capela e depois, no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória” (Diário 47-48, 22 de fevereiro de 1931).

O seu confessor teve dúvidas sobre qual frase deveria constar no quadro. E pediu à Santa Faustina que perguntasse qual deveria ser a inscrição no quadro. Santa Faustina promete rezar e depois de obter a resposta dir-lhe-ia: quando saí do confessionário e estava passando diante do Santíssimo Sacramento, recebi a compreensão interior de como devia ser essa inscrição. Jesus me lembrou o que tinha dito na primeira vez, isto é, que três palavras devem ser salientadas. Essas palavras são: Jesus, eu confio em vós. (D. 327)

Por esta frase podemos entender que o essencial do culto da Misericórdia de Deus é a atitude de confiança cristã para com Deus. Nosso Senhor disse: desejo a confiança das minhas criaturas. (D. 1059) Confiar é por toda a sua esperança em Deus, é acreditar que Deus não abandona a sua criatura a si mesma, mas que Deus nos sustenta a todo instante no ser, pois Ele não somente nos dá o ser e a existência, mas também nos dá o dom de agir e nos conduz ao nosso termo. (Catecismo da Igreja Católica 301).

Quando a Irmã Faustina ficou triste ao ver que o pintor não tinha conseguido pintar Jesus tão belo como ela O havia visto, o próprio Jesus disse a ela:

“O valor da Imagem não está na beleza da tinta nem na habilidade do pintor, mas na minha graça” (Diário 313).

O próprio Jesus também pediu a ela:
“Desejo que esta Imagem seja solenemente benzida no primeiro Domingo depois da Páscoa e que receba veneração pública, para que toda alma possa saber disso. (...) Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela” (Diário, nº 341 e nº 570).

Como vemos na Imagem, Jesus aparece atravessando a porta do cenáculo (onde se reuniam os apóstolos), vestindo veste branca, radiante de luz, erguendo sua mão direita para benção e a mão esquerda voltada para o seu peito, na área do coração, de onde saem dois raios, um vermelho e um pálido (representando o sangue e a água que jorraram do seu coração quando foi traspassado pela lança do soldado).

 





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