Festa da Divina Misericórdia

O Diário de Irmã Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que fosse estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a "Festa da Misericórdia". Ele disse:


"Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças.
Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate...
A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas...
Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia."
(Diário nº.699)

"Minha filha, declara que a Festa da Minha Misericórdia brotou das Minhas entranhas para consolação do Mundo inteiro". ( D 1517).

“...Na Minha festa, na Festa da Misericórdia, percorrerás o mundo inteiro e trarás as almas que desfalecem à fonte da Minha misericórdia. Eu as curarei e as fortalecerei”. (Diário, 206).

“Pede ao meu servo fiel que, nesse dia, fale ao mundo inteiro desta Minha grande misericórdia, que aquele que, nesse dia, se aproximar da Fonte da Vida, alcançará perdão total das culpas e penas.
A Humanidade não encontrará a paz enquanto não se voltar, com confiança, para a Minha misericórdia”. (Diário, 300).

“Nenhuma alma terá justificação, enquanto não se dirigir, com confiança, à Minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia”. (Diário, 570).

“... O Meu Coração se alegra com esta Festa”. (Diário 998).

“As almas se perdem, apesar da Minha amarga Paixão. Estou lhes dando a última tábua de salvação, isto é, a Festa da Minha Misericórdia. Se não venerarem a Minha misericórdia, perecerão por toda a eternidade”. (Diário, 965).

Jesus deseja que esta festa seja celebrada no primeiro domingo depois da Páscoa. Atentemos na promessa de Jesus sobre os Sacramentos da Confissão e da Comunhão recebidas nesse dia: são-nos concedidos o perdão total dos pecados e a remissão das correspondentes penas! (D 1109). Trata-se de uma indulgência plenária, como a que recebemos no batismo.


O Sacramento da Confissão

"Filha, quando vieres ao pé dessa fonte da Minha Misericórdia, que é a Santa Confissão, verte sempre na tua alma o Sangue e a Água que saíram do Meu Coração, e enobrece-a. De cada vez que te aproximares da Santa Confissão, mergulha toda na Minha Misericórdia com grande confiança, para que possa derramar na tua alma a abundância da Minha Graça. Quando vieres à Confissão, deves saber que sou Eu mesmo quem espera por ti no confessionário; oculto-Me no sacerdote, mas sou Eu próprio quem atua na alma. É aí que a miséria da alma se encontra com o deus da Misericórdia. Diz ainda às almas que dessa fonte da Misericórdia apenas colhem Graças com o vaso da confiança. E, se for grande a confiança delas, a Minha generosidade não terá limites. As torrentes da Minha Graça inundam as almas humildes. Os orgulhosos hão de permanecer na penúria e na miséria, porquanto a graça se afasta deles em direção aos humildes." (D 1602).

"Diz ás almas onde devem procurar consolos, isto é, no Tribunal da Misericórdia, em que se dão os Meus maiores prodígios, que se renovam sem cessar. Para obter este prodígio não é necessário empreender longa peregrinação, nem realizar exteriormente grande cerimonial; basta aproximarem-se, com fé, dos pés do Meu representante e confessar-lhe a miséria própria: o milagre da Misericórdia de Deus manifestar-se-á em toda a plenitude. Ainda que a alma esteja em decomposição - como um cadáver, e ainda que humanamente já não haja possibilidade de restauração e tudo se encontre perdido, as coisas não são assim para Deus. A maravilha da Misericórdia de Deus fará ressurgir a alma para uma vida plena. Ó pobres, que não aproveitais esse milagre da Misericórdia de Deus! Clamareis em vão, pois então já será tarde demais! (D 1448).


A Santa Comunhão

"Desejo unir-Me às almas humanas; a Minha delícia é unir-Me a elas. Sabe, Minha filha que quando venho pela Sagrada Comunhão ao coração do homem, tenho as mãos cheias de toda a espécie de graças e desejo entregá-las às almas, mas elas nem Me prestam atenção; deixam-Me sozinho e ocupam-se com outras coisas. Oh, quão triste fico por não reconhecerem o Amor!"(D 1385).

Como Me é doloroso que as almas se unam tão pouco a Mim na Santa Comunhão! Eu espero as almas mas elas são indiferentes Comigo. Amo-as tanto e com tanta ternura! Quero enche-las de graças e elas não as querem aceitar. Tratam-me como coisa morta, no entanto o Meu Coração está cheio de amor e de misericórdia."

Escreve para benefício das almas religiosas que a Minha delícia é vir aos seus corações na Sarada Comunhão." (D 1683).

"Repara, abandonei o trono do Céu para Me unir a ti. Se o que estás a ver é apenas uma pequena parcela e a tua alma já desfalece de amor, então em que assombro ficará o teu coração, quando Me contemplares em toda a Glória? Porém quero dizer-te que essa vida eterna deve iniciar-se já aqui na Terra pela Sagrada Comunhão. Cada Comunhão torna-te mais capaz de conviver com Deus por toda a eternidade." (D 1810).

Jesus pediu a Santa Faustina que trabalhasse para a oficialização da Festa da Divina Misericórdia por parte da Igreja. Ela enfrentou muitos obstáculos para a oficialização da Festa. Por muitas vezes se ofereceu em sacrifício pela aprovação desta Festa pela Igreja. Um dos que mais se empenhou pela aprovação da Festa, junto com Santa Faustina, e muito mais ainda, após a morte dela, foi o seu diretor espiritual, Pe. Miguel Sopocko, que foi beatificado recentemente, em 28 de Setembro de 2008. A Festa da Divina Misericórdia veio a ser oficializada no dia da canonização de Santa Faustina, no dia 30 de abril de 2000. O Papa João Paulo II, compatriota da Irmã polonesa, teve a alegria de beatificá-la e canonizá-la. Na homilia da canonização, sobre a Festa da Misericórdia ele disse: “...É importante, então, que acolhamos inteiramente a mensagem que nos vem da Palavra de Deus neste segundo Domingo de Páscoa, que de agora em diante na Igreja inteira tomará o nome de “Domingo da Divina Misericórdia”...”

Em 5 de maio de 2000, a Santa Sé, através da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicou o Decreto que proclama o 2º Domingo de Páscoa como Domingo da Divina Misericórdia.

E em 29/06/2002, um outro Decreto da Penitenciária Apostólica, enriqueceu ainda mais o Domingo da Divina Misericórdia, concedendo indulgência plenária ou parcial aos que participarem de atos de honra à Misericórdia Divina no dia da Festa.

Jesus também pediu que a Festa da Divina Misericórdia fosse precedida por uma Novena à Divina Misericórdia, a ser iniciada na Sexta-Feira Santa. Ele deu a Irmã Faustina uma intenção pela qual rezar a cada dia da Novena. Em seu diário, Irmã Faustina relata que Jesus lhe disse:
"Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai...
Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas."
(Diário nº.1209)



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