Santa
Faustina
Faustina nasceu na aldeia de Glogowiec, na Polônia,
no dia 25/08/1905. De uma família camponesa de sólida formação
cristã.
Dois dias depois do nascimento a menina foi batizada, na paróquia de
Swinice Warckie (dedicada a S. Casimiro), com o nome de Helena Kowalska. Os
pais de Helena ainda foram por Deus abençoados com outros sete filhos.
Antes de Helena nascer, sua mãe já havia tido duas gravidezes
que foram muito cansativas; por isso, a terceira foi esperada com preocupação,
mas tudo correu bem. “A Helena, minha filha abençoada, santificou
o meu ventre”, dirá a mãe após a sua morte. Sabe-se
muito pouco sobre as origens desta futura santa. As principais fontes são
o seu Diário e o relato de algumas testemunhas.
Desde a infância sentiu a aspiração à vida consagrada,
mas teve de esperar diversos anos antes de poder seguir a sua vocação.
Em todo o caso, desde aquela época começou a percorrer a via
da santidade. Em seu Diário escreve: “Quando eu tinha sete anos
ouvi pela primeira vez a voz de Deus na minha alma”. Depois da preparação
recebida do Pároco, Pe. Romano Pawlowski, em 1914 faz a Primeira Comunhão,
momento que muito lhe marcou: “Eu estou contente porque Jesus veio ter
comigo e agora posso caminhar com Ele”. A oração se torna
mais assídua e fervorosa. A mãe a encontrou várias vezes
ajoelhada no chão, principalmente de noite. Helena lhe explicava: “tenho
certeza de que é o meu Anjo que me acorda”.
Em 1920 e 1922 a jovem pede permissão aos seus pais para entrar no
convento, mas eles o recusam. Estão mergulhados em dívidas,
não possuem recursos para lhe dar o dote necessário,–
e, acima de tudo, estão muito ligados à filha. Neste período
recebeu o sacramento da Crisma, em Aleksandrów (1921). De modo especial
a adolescente escuta com atenção as homilias dominicais, repetindo-as
durante a semana, e também a leitura da Bíblia feita pelo seu
pai.
Em 1917 iniciou seus estudos com dificuldade, mas foi obrigada a interrompê-los
a fim de poder trabalhar como empregada doméstica. . O desejo de se
consagrar totalmente a Deus lhe acompanha, mas, ante as dificuldades, por
um tempo Helena desiste da idéia.
Deus, porém, não volta atrás. Estando um dia num baile
com sua irmã, uma visão de Cristo Sofredor interpela a jovem
Helena: “Até quando hei de ter paciência contigo e até
quando tu Me desiludirás?” (Diário, 9). Decide entrar
no convento. Bateu em várias portas até ser acolhida no dia
1º/08/1925 na clausura do convento da Congregação das Irmãs
de Nossa Senhora da Misericórdia, em Varsóvia. Foi tentada a
deixar essa comunidade várias vezes, mas Jesus lhe apareceu e exortou:
“Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas
graças para ti” (D. 19).
Na Congregação Helena recebeu o hábito e o nome de Irmã
Maria Faustina, em 1926
Cumpria fielmente as regras de sua comunidade, em espírito de recolhimento
mas sem nenhum desequilíbrio, deixando ao mesmo tempo transparecer
serenidade e benevolência. Um sonho a movia – viver plenamente
o mandamento do amor:
“Ó meu Jesus, Vós sabeis que desde os meus mais tenros
anos eu desejava tornar-me uma grande santa, isto é, desejava amar-Vos
com um amor tão grande com que até então nenhuma alma
Vos tinha amado” (D. 1372).
O Senhor escolheu esta Religiosa para se tornar apóstola da Sua misericórdia,
a fim de aproximar mais de Deus os homens, segundo o expresso mandato de Jesus:
"Os homens têm necessidade da minha misericórdia".
Em 1934, Irmã Maria Faustina ofereceu-se a Deus pelos pecadores, sobretudo
por aqueles que tinham perdido a esperança na misericórdia divina.
Nutriu uma fervorosa devoção à Eucaristia e à
Mãe do Redentor, e amou intensamente a Igreja participando, no escondimento,
na sua missão de salvação. Enriqueceu a sua vida consagrada
e o seu apostolado, com o sofrimento do espírito e do coração.
Consumada pela tuberculose, morreu santamente em Cracóvia. No dia da
sua morte ela recebe o viático do Pe. Andrasz. Pede mas logo recusa
uma injeção, dizendo: “Deus exige sacrifício”.
Plenamente unida a Deus, na presença da irmã Ligoria, erguendo
os olhos para o céu, Irmã Faustina falece com fama de santidade
às 22h45min do dia no dia 5 de Outubro de 1938, com apenas 33 anos
de vida. O seu corpo foi depositado no cemitério do convento em Cracóvia-Lagiewniki.
João Paulo II proclamou-a Beata no dia 18 de Abril de 1993; sucessivamente,
a Congregação para as Causas dos Santos examinou com êxito
positivo uma cura milagrosa atribuída à intercessão da
Beata Maria Faustina, e no dia 20 de Dezembro de 1999 foi promulgado o Decreto
sobre esse milagre.
