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A vida de Santo Antônio

Nascido em Portugal na Cidade de Lisboa, em 15 de agosto, (o ano pode ter sido 1195, 1191 ou 1192), Fernando Bulhões,era o seu nome de batismo,chamava este santo, o mais conhecido do mundo, foi contemporânio de São Francisco, participando inclusive Capítulo das Esteiras, um grande encontro de frades convocado por Francisco.
Antônio já era frade quando sentiu em seu coração o desejo de levar o evengelho as nações africanas, mesmo se isto lhe custasse a vida. Foi este desejo que impulcionou o santo a entrar na ordem dos Franciscanos, com o compromisso dos superiores que seria enviado para África.
Chegando lá adoeceu gravemente ficando acamado por cerca de três meses. Quando recuperou as forças sentiu em seu coração que não deveria permanecer lá, sentiu que a impossibilidade de Evangelizar e ser martirizado, tendo em vista a doença, fora obra de Deus, que o queria em outro lugar. Com o coração repleto de dúvidas, o santo decide retornar a Portugal, mas uma tempestade os deixou a deveria, indo desembarcar, tranquilamente após dias, na Itália, mais precisamente na Ilha da Sicília. Lá pode participar do Capítulo das Esterias, um grande encontro de frades, convovado por São Francisco de Assis, podendo assism acompanhar importantes pregações de São Francisco.
Ao término deste encontro, ainda com o coração repleto de dúvidas, na realidade com mais dúvidas, viu acontecer a divisão dos frades presentes entre os superiores provinciais. Como não teve grande participação em nenhuma discução, e também não falava o Italiano, foi ficando como um dos últimos a ser convidado a participar de qualquer Convento.
Frei Graciano foi que acabou com a espera, dirigindo-se ao humilde frade, convidou-o a participar de sua área de responsabilidade, era o Responsável pela Região da Romanha.
Antônio relutou em aceitar, visto que não seria acréscimo para nenhuma congregação, já que não falava o idioma a ainda estava um pouco adoentado. Foi docilmente persuadido por Frei Graciano, que após confirmar, disse ao Santo: "se é padre serve para alguma coisa".
Durante o percurso, 06 frades que ficavam em uma igreja no caminho, solicitaram a Frei Graciano que permitisse que Antônio ficasse na Igreja juntamente com eles já que não tinham padre lá e desejavam que fosse Celebrada a Missa todos os dias.
Alegremente o Frei Graciano aceitou, já que não sabia onde conseguiria colocar Antônio que, tamanha a humildade, mostrava-se imcapaz de realizar qualquer serviço.
Ao chegar na Igreja, o Santo colocou-se rapidamente a serviço, cuidando do chão da cozinha, plantando na horta, rezando a Missa, explicando com muita simplicidade trexos bíblicos e fazendo profundos jejuns que levavam-no a desfalecer algumas vezes.
Em 1222, por ocasião da ordenção de diversos Diáconos todos os frades e religiosos da proximidade dirigiram-se a Forli para o Evento. Qual não foi a surpresa quando o responsável pela homilia, preparado a diversos meses, havia faltado ao encontro. Deu-se então a difícil tarefa de encontrar alguém que tivesse a coragem de aceitar. Antônio então foi convidado, como última opção já que todos os outros padres que alí estavam recusaram-se devido a importância do evento. Após muita conversa e utilizando de autoridade de responsável provincial Antônio foi persuadido, e aceitou esta difícil incumbência.
Surpreendentemente, foi impecável durante a homilia. Falou com tanta simplicidade, eloqüência e conhecimento, citando trexos bíblicos do Antigo e Novo Testamento, de uma forma branda chamando e tocando a todos que se convertessem devolta ao Evangelho. Tamanha foi a adminração de todos que ao decer ficaram observando aquele humilde frade menor que acabara de ensinar coisas que só podiam ter sido inspiradas pelo Espírito Santo. O Bispo que estava presente perguntou aos frades de onde havia tirado aquela "Arca de Sabedoria?".
Antônio foi então encarregado, pelo Ministro Provincial, a pregação do Evangelho, na Itália e França, este úlitmo onde a eresia começava a crescer.
A fama do santo cresceu de tal maneira, que por onde iria passar as pessoas já o conheciam. O Papa então decidiu chamá-lo para que fosse verificada a autenticidade de seu conhecimento. Após a pregação os bispos presentes e o próprio Papa ficaram admirados, alguns chegaram a chorar. Todos havia compreendido, e interpretado os textos bíblicos tranquilamente, e o santo que falava em Latim, pronunciou-se com tanta simplicidade que os presentes o entenderam como se ele estivesse falando no idioma de cada um deles.
Numa tarde, um conde dirigiu-se à cela de Antônio. Ao chegar, viu sair de uma brecha um intenso esplendor. Empurrou delicadamente a porta e ficou imóvel diante de uma cena prodigiosa: Antônio segurava nos seus braços o menino Jesus! Quando despertou do êxtase pediu ao conde que não revelasse a ninguém a aparição celeste.
Destruído pela fadiga e pela doença da hidropisia, sentiu que a hora do seu encontro com o Senhor estava se aproximando. Desejou ir para a igreja de Santa Maria, mas estando muito debilitado, parou em Arcella, que encontra-se às portas de Pádua. Ali morreu aos trinta e seis anos após pronunciar as palavras: “Video Dominum Meum” (vejo o meu Senhor).
É honrado com o título de “Doutor Evangélico”. Seu culto é um dos mais populares da história e apressou sua canonização, ocorrida um ano após sua morte.