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Milagres
A mulher grávida
Em uma fazenda,
distantes léguas de São Paulo, uma mulher, gravemente enferma
em melindroso parto, clamava por Frei Galvão. Seu marido acorreu ao
Mosteiro da Luz, à procura do Frade, que se achava, no entanto, de
viagem ao Rio de Janeiro. Retornando à fazenda, ele se surpreendeu
ao encontrar a esposa livre de todo perigo, estando muito grata à Frei
Galvão que, durante a noite, a tinha ouvido em confissão, abençoando
a seguir a água de um copo, que ela bebeu, o que foi o bastante para
que se normalizasse seu estado. O homem partiu então para o Rio de
Janeiro para agradecer ao Frade. Lá, foi informado pelo Guardião
do Convento que “Frei Galvão não arredou pé daqui”.
Interrogado a respeito, Frei Galvão respondeu: “Como se deu,
não sei; mas a verdade é que naquela noite lá estive”.
Milagre da beatificação - Daniela (1990)
Aconteceu em 1990 em São Paulo, com a menina Daniela, que aos 4 anos
de idade teve complicações bronco-pulmonares e crises convulsivas.
Foi então internada na UTI do Instituto Emílio Ribas, em São
Paulo, com diagnóstico de encefalopatia hepática por consequência
da hepatite causada pelo vírus A, insuficiência hepática
grave, insuficiência renal aguda, intoxicação por causa
de metocloropramida e hipertensão.
Os sintomas acima a levaram a uma parada cardio-respiratória que evoluiu
com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, broncopneumonia,
parotidite bilateral, faringite, e mais duas infecções hospitalares.
Após 13 dias de UTI, os familiares, amigos, vizinhos e religiosas do
Mosteiro da Luz rezaram e deram a menina as pílulas de Frei Galvão.
Em 13 de junho de 1990, a menina Daniela deixou a UTI e, em 21 de junho teve
alta do hospital considerada curada.
O pediatra que a acompanhou atestou perante o Tribunal Eclesiástico
que: "atribuo à intervenção divina, não só
a cura da doença, mas a recuperação total dela".
Milagre da Canonização - Sandra (1999)
Aconteceu em 1999, em São Paulo, com a paulistana Sandra Grossi de
Almeida. Após três abortos espontâneos no passado devido
a um problema de má formação do útero, em 1999
Sandra ficou grávida. Os médicos não acreditavam que
a gestação pudesse chegar ao fim.
Seu útero era bicorne, com duas cavidades muito pequenas e assimétricas,
como se fosse uma parede. Tal formação não pode ser corrigida
por cirurgia, tornando impossível levar qualquer gestação
até o fim.
As previsões de complicação do parto eram péssimas,
mas mesmo assim, contrariando o prognóstico médico de que a
gestação não chegaria ao 5º mês, Sandra rezava
e tomava as pílulas de Frei Galvão durante toda a gestação.
Na 32º semana, em 11 de dezembro, o parto cesariano foi realizado após
a ruptura da bolsa, sem complicações.
Nasceu Enzo de Almeida Galafassi, com problemas respiratórios de risco.
Entretanto, no dia 12 de dezembro, a criança não apresentava
qualquer sinal de doença e foi liberada do hospital no dia 19 do mesmo
mês.
O frango do diabo
Residia em Itu um escravo liberto que, ficando doente, fez promessa de levar
a Frei Galvão “uma vara de frangos” caso sarasse, o que
de fato aconteceu. Por essa razão, amarrando as aves em uma vara, pôs-se
a caminho. Aconteceu que ao meio da jornada três frangos lhe escaparam.
Recolhei facilmente dois. O terceiro, um “carijó”, fugiu
velozmente, irritando o velho, que gritou impaciente: volta aqui, frango do
diabo! Nesse momento, entrando em uma moita de espinhos, o frango se deixou
apanhar. Após a caminhada, o liberto foi alegremente entregar seu presente
ao Frade, que aceitou todas as aves, menos a “carijó”:
- Porquê este frango, já o deste ao diabo! – disse-lhe
ele.
O lenço
Os familiares de um senhor, que adoecera gravemente em Taubaté, lembraram-no
de que deveria se confessar, preparando-se “para fazer a viagem à
outra vida”. Informados por ele de que já se havia confessado
com Frei Galvão, riram-se todos, pois o santo frade não se encontrava
naquela ocasião em Taubaté. Como o caso urgisse, dada a gravidade
da doença, insistiram em suas confissão. O doente tirou, então,
de sob o travesseiro um lenço, que pertencia a Frei Galvão,
e que o frade havia esquecido sobre sua cama durante a confissão. Ninguém
duvidou mais da presença do Frade, “pois o seu dom de bilocação
já era notório em toda a Capitania de São Paulo”.
Por gratidão a Frei Galvão, podem ser encontrados inúmeros
“Galvão de promessa”. Trata-se de pessoas que, em seu batismo
e em seu registro de nascimento, recebem dos pais esse sobrenome, como pagamento
de promessa por graças alcançadas.