
“É
preciso honrar os anjos testemunhando-lhes amor e respeito, mas não
adoração, a qual somente a Deus é devido.” Santo
Agostinho
A Igreja celebra a Festa do Anjo da Guarda no dia 2 de outubro, doutrina de
que os anjos são designados nossos guardiães, é considerada
uma verdade de fé; mas não é dogma que cada membro da
humanidade tenha o seu anjo da guarda individual; mas esta idéia tem
tanto apoio por parte dos Doutores da Igreja que seria temerário negá-la.
(cf. São Jerônimo, Supra).
Pedro Lombardo (Sentenças, liv.II, dist.XI) achava que cada anjo estava
encarregado de vários seres humanos.
Santo Agostinho e outros santos também falam sobre os anjos:
“O que está escondido no Antigo Testamento, é manifesto
no Novo”.
São Jerônimo, comentando sobre as palavras de Jesus, disse:
“A dignidade de uma alma é tão grande, que cada um tem
um tem guardião desde seu nascimento”
São Gregório Magno, diz que quase cada página da Revelação
escrita atesta a existência dos Anjos.
A Bíblia não só representa os anjos como nossos guardiães,
mas também como nossos intercessores. O anjo Rafael diz:
“Ofereci orações ao Senhor por ti” (Tob 12, 12).
“A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações
dos santos, diante de Deus.” (Ap 8,4)
O culto católico aos anjos tem fundamento na Sagrada Escritura. A declaração
explícita mais antiga sobre isto temos nas palavras de Santo Ambrósio,
doutor da Igreja:
“Devemos rezar aos anjos que nos são dados como guardiães”
(De Viduis, IX); (cf. S. Agostinho, Contra Fausto, XX, 21).
A Igreja nos ensina que desde a infância até a
morte os anjos guardam, protegem e intercedem por nós (MT 18, 10; Lc
16, 22; Sl 34,8; 90, 10-13).
Neste versículo a Igreja viu a figura do anjo da guarda de cada um
de nós, que mesmo sem deixar de estar na presença de Deus, iluminando-o
e inspirando-o.
Fonte de pesquisa: "Os Anjos"
Professor Felipe de Aquino
Editora Cléofas
